Categorias
M√ļsica

O ídolo nipo-brasileiro dos anos 80

 

Recomendamos a leitura acompanhada desta mixtape produzida pelo pessoal do Suppaduppa. Boa viagem:

O ch√£o est√° coberto por gelo seco simulando as nuvens. V√°rias telas de TV reproduzem cenas¬†do mar, uma imagem do c√©u √© plano de fundo, e uma banda com quatro integrantes usando¬†palet√≥s e camisas sociais em tons azuis e beges domina o palco. O vocalista¬†tem uma voz suave e um penteado √† la Tom Cruise no filme¬†‚ÄúNeg√≥cio Arriscado‚ÄĚ. Seus movimentos de um lado pro outro formam uma esp√©cie de dan√ßa¬†sincronizada e o som √© uma mescla de sintetizadores com jazz, o mais puro City Pop. O ano √© 1986, o local √© T√≥quio. 30 anos depois, sem gelo seco e com uma r√©plica de um castelo japon√™s como imagem de fundo, em Curitiba, mas com a mesma voz e um penteado mais contido, me encontrei com Carlos Toshiki, o √≠dolo nipo-brasileiro que abrilhantou as paradas musicais japonesas dos anos 80.

An√īnimo no Brasil e √≠dolo no Jap√£o, Carlos Toshiki viveu no Jap√£o por 13 anos, onde fez sucesso com a¬†¬†banda 1986 OMEGA TRIBE. Foi presen√ßa frequente em centenas de programas de m√ļsica e variedades, teve tr√™s √°lbuns no topo das paradas japonesas, al√©m de diversos hits. Seu rosto estampou revistas e propagandas. Uma carreira pela qual ele possui muito orgulho. Meu encontro com Carlos aconteceu na Pra√ßa do Jap√£o, em Curitiba.¬†Assim que o encontro tento quebrar o gelo¬†falando que todo mundo ao nosso redor estava jogando Pokemon Go ali na pra√ßa. Ele ri mas confessa n√£o entender nada do tal jogo. Nos sentamos e Carlos come√ßa a contar sua hist√≥ria, que tem in√≠cio, naturalmente, na sua inf√Ęncia.

Nascido numa col√īnia japonesa em Maring√°, Carlos foi criado de acordo com os costumes nip√īnicos. Seu pai era DJ da r√°dio da col√īnia e era conhecido por sempre tocar novidades vindas do Jap√£o, desde m√ļsicas pops ao tradicional enka. Por este motivo, Carlos acabou criando um gosto pela m√ļsica e pelo canto. Ele lembra que aos 9 anos, chegava do col√©gio e se trancava no quarto para cantar¬†por horas. ‚ÄúO tempo voava‚ÄĚ, fala com um sorriso saudoso. Como n√£o sabia escrever os ideogramas japoneses, escrevia as letras das m√ļsicas da maneira que ele ouvia e as decorava. Seu pai come√ßou ent√£o a notar o dom do filho para o canto e queria que ele se envolvesse nos concursos de canto que a col√īnia fazia. O p√Ęnico de Carlos, por√©m, era subir no palco e enfrentar uma plateia ‚Äď apesar de tamb√©m ser seu maior sonho. ‚ÄúEu n√£o gostava de cantar para as pessoas. Era um paradoxo. Eu gostava de cantar s√≥ para mim.‚ÄĚ Para incentiv√°-lo, seu pai prometeu que o daria uma passagem para T√≥quio caso ele fosse o campi√£o brasileiro do Concurso de Canto.

Carlos me falou que a ideia de ir a T√≥quio despertou nele o desejo de seguir um sonho que estava cada vez mais pr√≥ximo. Primeiro, ficou em terceiro lugar no concurso municipal de Maring√°. Depois tornou-se o melhor no Paran√°. Ele tinha orgulho de falar para todo mundo que se ganhasse o concurso nacional, iria para o Jap√£o estudar canto. Todos ao seu redor torciam¬†pelo seu sucesso. ‚ÄúO universo conspira a teu favor, n√©? Quando voc√™ tem uma paix√£o as coisas come√ßam a girar a teu favor, as pessoas te ajudam‚ÄĚ, ele conta.

Gratid√£o √© o termo que o Carlos citou inumeras vezes durante nossa conversa. E foi nessa vibe positiva que ele chegou ao concurso nacional e ganhou primeiro lugar como melhor cantor, em 1981, aos 17 anos. ‚ÄúEu n√£o sei se os jurados tiveram d√≥ de mim, mas eu fui campe√£o‚ÄĚ, diz, rindo.

[imagem_full]

Carlos Toshiki mostrando uma das revistas japonesas dos anos 80. Foto: Anna Mascarenhas/Risca Faca
Carlos Toshiki mostrando uma das revistas japonesas dos anos 80. Foto: Anna Mascarenhas/Risca Faca

[/imagem_full]

Seu pai teve que pagar a promessa e assim Carlos finalmente viajaria para o Jap√£o. Apesar da certeza de que iria viajar, ainda era incerta a maneira como viveria l√°. O Brasil passava pela ditadura militar e n√£o tinha nenhum acordo diplom√°tico com o Jap√£o. Financeiramente, era imposs√≠vel enviar dinheiro do Brasil para l√°. O sonho parecia distante ‚Äď mas ao mesmo tempo muito pr√≥ximo. Mais uma vez, rodeado de positividade, Carlos se apegou √†s boas energias e embarcou para T√≥quio. Depois de 42 horas de viagem e 3 escalas, chegou ao Jap√£o, onde viraria uma estrela nacional. Mas n√£o foi t√£o f√°cil assim.

Chegar¬†em T√≥quio foi uma explos√£o de emo√ß√Ķes e alegrias para Carlos. Foi l√° que ele descobriu novos estilos musicais¬†e se aprofundou em artistas que antes conhecia muito pouco por conta da¬†ditadura militar ‚Äď ele era f√£ dos Beatles mas nem imaginava toda a grandiosidade em torno da¬†banda, que no Brasil ficava limitada a tocar uma outra m√ļsica na r√°dio. N√£o tinha mordomia ou luxo algum, se alimentava de amostras gr√°tis de supermercado e amendoim porque ‚Äúenche a barriga, n√©‚ÄĚ. Sofreu com o preconceito de ser um estrangeiro dentro da sua terra m√£e ‚Äď os¬†japoneses n√£o aceitavam o fato de Carlos ser um nipo-brasileiro.¬†A comunica√ß√£o tamb√©m n√£o ajudava: seu japon√™s soava ultrapassado ao tentar conversar com as pessoas. A solid√£o assolou sua vida. Por√©m, a m√ļsica e o sonho de ser cantor o mantinham esperan√ßoso. Contanto que ele tivesse um microfone e uma caixinha de som, ele ficava¬†feliz.

Foi no seu emprego como lavador de pratos ‚Äď em que ele ganhava menos por ser brasileiro ‚Äď que come√ßaram a surgir as oportunidades musicais. Por pedido de seu chefe, come√ßou a cantar no karaok√™ durante os intervalos. Aos poucos, Carlos come√ßou a ficar conhecido entre os clientes. Algumas pessoas passaram a frequentar o restaurante s√≥ para ouvi-lo cantar e uma delas o convidou para gravar comerciais de r√°dio. Pela grana ‚Äúf√°cil‚ÄĚ, ele topou e gravou seus primeiros jingles. Ao ouvir sua voz na r√°dio, seu orgulho em cantar s√≥ aumentava.

Carlos Toshiki em Curitiba. Foto: Anna Mascarenhas/Risca Faca
Carlos Toshiki em Curitiba. Foto: Anna Mascarenhas/Risca Faca

Durante os tr√™s¬†primeiros anos de sua estadia em T√≥quio, dedicou seu tempo entre os bicos que fazia, as aulas de canto e grava√ß√£o de demos e ensaios com banda. Ap√≥s in√ļmeras tentativas de entrar em uma gravadora e desenvolver sua carreira musical, Carlos pensou em desistir ‚Ästachava que tinha chegado ao seu limite e precisava dar um rumo na sua vida. Decidiu que tentaria mais um ano e, caso n√£o conseguisse, seguiria sua vida em uma nova carreira. Tr√™s meses depois, ap√≥s ouvir uma das fitas demo do Carlos, o produtor Koichi Fujita queria conhec√™-lo. Fujita era o produtor da banda OMEGA TRIBE, que acabava de perder seu vocalista e estava a procura de um novo. ‚ÄúTiming perfeito‚ÄĚ, segundo o Carlos. Ele fez o teste e de cara gostaram do resultado. E em pouco tempo, Carlos Toshiki tornou-se o vocalista do 1986 OMEGA TRIBE, rebatizada pela nova forma√ß√£o.

Carlos me contou que a banda tinha uma imagem de veraneio, resort, uma est√©tica bem tropical. E, por isso, o produtor decidiu lev√°-lo ao Hava√≠ para poderem se conhecer mais e imergir Carlos na est√©tica do grupo. Entre uma conversa e outra, Carlos comentou que achava engra√ßado que em japon√™s o numeral 1000 se fala ‚Äúsen‚ÄĚ e no Brasil ‚Äúcem‚ÄĚ √© 100. A partir da√≠, o produtor teve a ideia para o primeiro single de Carlos com a 1986 OMEGA TRIBE: ‚ÄúKimi wa 1000%‚ÄĚ (voc√™ √© 1000%), uma brincadeira entre Brasil e Jap√£o. Carlos ent√£o gravou a m√ļsica que consolidaria sua carreira e que, mais tarde, seria eleita como uma das m√ļsicas da gera√ß√£o. Mesmo sem entender muito o japon√™s da letra, Carlos gravou ‚ÄúKimi wa 1000%‚ÄĚ focando na energia que colocava em cada melodia. O single, que marca a estreia de Carlos como vocal do grupo, foi lan√ßado em maio de 1986 e virou o tema da novela Doyou Grand Gekijou, que passava em hor√°rio nobre da televis√£o japonesa.


Abertura da novela Doyou Grand Gekijou com a m√ļsica Kimi Wa 1000%

1986 foi um ano importante para o Jap√£o. Marcou o in√≠cio de uma¬†bolha econ√īmica p√≥s-guerra, √©poca em que o dinheiro rolava solto e os japoneses consumiam bens de consumo como nunca antes. Musicalmente, era o auge do City Pop, g√™nero musical que mesclava jazz, sintetizadores, rock adulto e mais um monte de refer√™ncia absorvida da cena musical americana. O City Pop e a bolha econ√īmica estavam intimamente¬†ligados. O g√™nero musical representava a imagem urbana e tecnol√≥gica pela qual a¬†bolha econ√īmica estava guiando o ‚Äúnovo Jap√£o‚ÄĚ. Nesta √©poca, diversos m√ļsicos e bandas surgiram (na √©poca chamados de idol), e a m√ļsica era um neg√≥cio super rent√°vel. Novos programas de m√ļsica surgiam todos os dias, cada vez mais glamurosos.

Recentemente, a internet reviveu o City Pop. O vaporwave, g√™nero musical que tem como base o uso de samples de m√ļsicas oitentistas misturado a outros beats, permitiu o conhecimento de diversos artistas japoneses. At√© o Ed Motta tem revivido o som atrav√©s das suas mixtapes. O Youtube tamb√©m √© uma fonte preciosa de m√ļsicas city pop. √Č impressionante a quantidade de v√≠deos gravados dos programas de m√ļsica da √©poca. Eu mesmo conheci o Carlos Toshiki e a OMEGA TRIBE atrav√©s do Youtube. E isso foi um choque pra ele! Como era poss√≠vel que eu, aos meus 24 anos, recifense, sem descend√™ncia japonesa conhecia uma banda que fez sucesso 30 anos atr√°s?

‚ÄúKimi wa 1000%‚ÄĚ foi lan√ßada e atingiu o 17¬į lugar no Oricon, parada musical japonesa. Com isso, foram chamados para se apresentar pela primeira vez na televis√£o, no programa mais importante da √©poca, The Best Ten. Como o nome indica, o programa chamava os 10 melhores artistas da parada musical e fazia um segmento chamado de Spotlight, mostrando as apostas da m√ļsica. Foi nesse segmento que o 1986 OMEGA TRIBE fez sua estreia. Em poucos dias, a m√ļsica pulou de 17¬į para 7¬į, at√© que chegou ao 2¬į lugar nas paradas.

Primeira apresenta√ß√£o na TV que Carlos fez no programa “The Best Ten”¬†

Carlos lembra perfeitamente do dia ap√≥s sua primeira apresenta√ß√£o na TV. ‚ÄúEu sa√≠ na rua no dia seguinte e as pessoas come√ßaram a falar meu nome, a falar: ‚ÄėOlha l√°, o Carlos da √ĒMEGA TRIBE‚Äô!‚ÄĚ Da noite pro dia, Carlos tinha virado um idol. Ele brinca que sua hist√≥ria foi igual ao conto da Cinderela: ele dormiu como aspirante a cantor que lavava pratos em restaurante e acordou como um astro da m√ļsica japonesa. Depois de tr√™s anos persistindo o sonho, finalmente conseguiu alcan√ß√°-lo. A solid√£o que ele sentia, entretanto, intensificou. Repentinamente, come√ßaram a surgir in√ļmeros ‚Äúamigos‚ÄĚ e parentes que nunca tinham procurado o Carlos em seus quatro¬†anos de Jap√£o. O dinheiro n√£o faltava, assim como as amizades por interesse. Sua ess√™ncia, entretanto, continuava a mesma: contanto que pudesse cantar e expressar sua paix√£o, tudo estava bem.

A bolha econ√īmica unida √†s tradi√ß√Ķes japonesas aumentou a press√£o sobre os adolescentes da √©poca. Eles precisavam ser os melhores na escola, na universidade e no trabalho. A concorr√™ncia era acirrada e, aqueles que ficavam na margem da excel√™ncia, se entregavam ao desespero. O suic√≠dio era uma sa√≠da comum dessa situa√ß√£o. A m√ļsica teve um papel importante para os jovens dessa √©poca pois servia como v√°lvula¬†de escape da vida real. De alguma forma, ela ocupava a mente e evitava pensamentos perturbadores. Carlos percebia a import√Ęncia que sua m√ļsica e imagem tinham sobre os f√£s. ‚ÄúEu descobri que a musica √© um instrumento que faz com que voc√™ entre no cora√ß√£o das pessoas na maior naturalidade‚ÄĚ, comenta. Agradar os f√£s era sua maior motiva√ß√£o.

O arquivo pessoal de Toshiki com matérias da época de sucesso. Foto: Anna Mascarenhas/Risca Faca
O arquivo pessoal de Toshiki com matérias da época de sucesso. Foto: Anna Mascarenhas/Risca Faca

Sua conex√£o com os f√£s era o elo mais valioso para ele. Diariamente, Carlos recebia cartas das f√£s comentando a paix√£o por ele e tamb√©m relatando as dificuldades da vida adolescente nos Jap√£o dos anos 80. O sentimento dos f√£s inspiravam as composi√ß√Ķes de Carlos, que de alguma maneira queria retribuir o amor e admira√ß√£o e ajud√°-los a superar as dificuldades, assim como ele estava tentando superar a pr√≥pria solid√£o. “Era uma rela√ß√£o de troca.”

Por 5 anos, a 1986 OMEGA TRIBE lan√ßou 6 √°lbuns, 12 singles, mudou de nome para Carlos Toshiki & OMEGA TRIBE, se apresentou em centenas de programas, virou um dos hinos da¬†gera√ß√£o. √Ālbum ap√≥s √°lbum, os interesses da gravadora e os de Carlos iam se contrastando. Carlos queria seguir sua paix√£o, fazer m√ļsicas que tocassem seus f√£s, mas a gravadora da banda n√£o conseguiu acompanhar o amadurecimento dos f√£s e come√ßou a for√ßar Carlos ‚Äď que na √©poca j√° tinha seus 27 anos ‚Äď a fazer m√ļsicas cada vez mais adolescentes e com tem√°ticas que n√£o condiziam com seu momento de vida. “Hoje eu vejo que a m√ļsica √© modismo. Se voc√™ n√£o cantar de certo modo, voc√™ n√£o vende. M√ļsica n√£o √© arte, √© com√©rcio.”. Esse foi um dos motivos do fim da banda, em 1991.

O ano¬†tamb√©m foi marcado pelo “estouro” da bolha econ√īmica. Com isso, a economia japonesa entrou¬†decl√≠nio, influenciando diretamente no modo de vida da popula√ß√£o e na m√ļsica ouvida. O City Pop, que representava toda a prosperidade da bolha, tornou-se obsoleto e ultrapassado. O som n√£o representava mais o Jap√£o contempor√Ęneo. Este novo momento foi crucial¬†para os artistas que marcaram os anos 80. Grande parte deles decaiu¬†das paradas musicais at√© desaparecer no ostracismo. Carlos Toshiki, ap√≥s o fim da banda, decidiu seguir carreira solo. Lan√ßou tr√™s √°lbuns solos que mesclavam m√ļsicas em japon√™s e portugu√™s.

Em certo momento da entrevista, Carlos decidiu mostrar seus vinis, revistas e CDs que guardava numa mala. Após folhear várias pastas com recortes de revista e nos mostrar com orgulho seus vinis, Carlos nos conta qual foi sua maior realização profissional nos seus 11 anos de Japão: entrevistar Zico e Ayrton Senna.

Assim como Carlos, Zico e Ayrton eram dois brasileiros que o Jap√£o idolatrava. Senna, conhecido no Jap√£o ap√≥s o circuito de Suzuka em que conquistou tr√™s t√≠tulos, era s√≠mbolo de conduta e profissionalismo ‚Äď princ√≠pios marcantes na cultura japonesa ‚Äď e encantava pelo seu carisma e humor. Zico, por sua vez, conhecido pelos japoneses como “Deus do Futebol”, jogava no Kashima Antlers e ajudou a consolidar a paix√£o local pelo futebol. Ele abre o Youtube no seu celular e nos mostra a entrevista com muito orgulho.

carlos-toshiki-2b
Foto: Anna Mascarenhas/Risca Faca

Em 1995, ap√≥s operar de h√©rnia de disco, Carlos decidiu¬†voltar para o Brasil e deixar a carreira musical de lado. A paix√£o que sentia pela m√ļsica tinha se transformado em um peso e cantar j√° n√£o o satisfazia. De volta ao Brasil, tocou o restaurante que a fam√≠lia tinha em Curitiba e, atualmente, trabalha em uma biof√°brica, onde reencontrou a paix√£o que sentia apenas pela m√ļsica. Ap√≥s ser um astro no Jap√£o, Carlos √© hoje um dos maiores¬†especialistas em alho do Brasil. Mas sua carreira como artista n√£o teve fim.

Neste ano, 30¬†anos depois do lan√ßamento de sua primeira m√ļsica, Carlos foi convidado pela sua banda de apoio para fazer uma turn√™ de comemora√ß√£o no Jap√£o. Nervoso com a ideia de voltar aos palcos e retomar a carreira que estava parada h√° mais de 15 anos, mas empolgado com a ideia de encontrar novos e antigos¬†f√£s, Carlos aceitou. Quando perguntei sobre suas expectativas ele respondeu, bem sincero: “Eu n√£o fa√ßo ideia! A turn√™ surgiu do nada e foi toda organizada pela banda de apoio. Eu sei que estou empolgado por que vai ser um show com o Carlos de 52 anos mas com a energia que eu sentia no passado”. A turn√™ vai ter 12¬†shows ‚Äď e dois deles, em T√≥quio e Yokohama, tiveram os ingressos esgotados no primeiro dia de vendas. √Č um novo momento¬†‚Ästagora misturando nostalgia, gelo seco, passado e presente¬†‚Ästpara Carlos ser um √≠dolo no Jap√£o.